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Saúde, vida, meio ambiente e a degradação da maior floresta tropical do mundo

Atualizado: 10 de Jun de 2019

Por Paolla Gualberto - Editora de Saúde e Meio Ambiente na revista digital Tajá


Ações da Política Nacional sobre Mudança do Clima

Corte de 96% do previsto - R$ 11,3 milhões.


Ações da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Corte de 83% - R$ 6,4 milhões.


Ibama Gestão do uso sustentável da biodiversidade

Corte de 47% - R$ 18,7 milhões.


Construção da sede de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais

Corte de 50% - R$ 1,08 milhão.


Licenciamento ambiental federal

Corte de 43% - R$ 3,3 milhões.


ICMBio

Apoio à criação e gestão das unidades de conservação

Corte de 26% - R$ 45 milhões


Administração da unidade sede

Corte de 22% - R$ 15,1 milhões


Pesquisa e conservação de espécies e do patrimônio espeleológico

Corte de 19% - R$ 3,6 milhões bloqueados


Prevenção e combate a incêndios florestais

Corte de R$ 5.482.012


Esses foram os cortes orçamentários que o meio ambiente brasileiro recebeu em 2019.


É assustador, preocupante, revoltante. Faltam palavras para descrever tamanho absurdo. Nossas riquezas amazonenses sofrendo ataques diários de uma política chula que se desdobra para conseguir o que quer, vender nossas terras, lucrar em cima delas.


Enquanto somos o país mais rico em terras de vasta vegetação, donos de uma diversidade sem igual, lideramos uma lista cruel de desmatamento, sem lembrar que a responsabilidade de um futuro próspero e saudável está em nossas mãos, e dependemos da natureza para tal coisa. As árvores desempenham um papel importantíssimo na redução dos níveis de poluição do ar, e mesmo assim, milhares e milhares de hectares de terras continuam sendo perdidas diariamente.


Vale salientar que os impactos ambientais não afetam somente essas áreas, a vida humana também perde. Um meio ambiente bem cuidado, resulta em bem-estar físico e psicológico. Nós precisamos e dependemos da natureza, mas ela não precisa de nós, pelo contrário, quanto menos interferência humana, melhor para ela.


O Brasil abriga 60% da maior floresta tropical do mundo, que colabora efetivamente na luta contra o aquecimento global, e a atuação dos órgãos responsáveis por defendê-la são de suma importância para a manutenção e preservação de unidades de conservação, órgãos que combatem diretamente com ações para evitar queimadas em alta escala. Mas o atual governo parece não entender muito bem a importância que esses órgãos possuem para a manutenção da biodiversidade e os desmontes e aberturas para grandes empresas poderem usar agrotóxicos que em outros países são proibidos por negligenciar a saúde estão apenas começando.


A irresponsabilidade se faz cada vez mais presente. Um exemplo disso é a nossa pororoca, grande fenômeno das águas no Amapá, que já sofreu um dano irreversível e isso demonstra que mais uma vez a ação do homem vem interferindo no fluxo da vida. A construção de hidrelétricas e criação de búfalos nas margens do Rio Araguari foram as causas do que chamamos de a “extinção da pororoca”, a qual era conhecida mundialmente por ter as ondas mais duradouras do planeta.


Que nossos governantes façam seu papel de proteger o povo e o ambiente no qual estamos ocupando. Cuidar da natureza é cuidar de todos os seres vivos existentes nessa atmosfera de riquezas e diversidades.

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