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O que seria de um mundo se só existissem pessoas iguais?

Educar é preciso


Por Felipe Lima - Editor de Cultura da revista Tajá

Vidas, crenças, histórias, culturas. Milhares de pessoas com passados e ideologias peculiares estão, dia após dia, lutando por sua existência e pelo que acreditam. Nessa vertente, vale ressaltar um formato nada agradável imposto pela sociedade de que o ser humano precisa de apenas um molde e viver sempre em uma posição para não receber duras críticas.


Mas o que seria de um mundo se só existissem pessoas iguais, pensamentos iguais, absolutamente tudo igual? Provavelmente nada teria o andamento e os avanços que há no contemporâneo. A evolução do ser humano é constante e precisa; e para que haja uma interação melhor, é importante haver a discussão de pautas relevantes e com ideias divergentes que complementam uma a outra, criando propostas que são oportunas para a sociedade como um todo.


Se a vida fosse dominada pelo tradicional, sem nada se opor, talvez não tivessem grandes indústrias ou até mesmo grandes personalidades. Isso, dependendo de onde e a quem se refere, pode estar atrelado a uma palavra cuja grafia é CULTURA, originada do latim culturae que significa "cultivar", mas o que, ao certo, estaria em questão, já que o respeito pelas crenças e costumes do próximo já estariam banalizados?


Ao se tratar de assuntos como esse, é possível analisar que as classes dominantes encontradas no Brasil ainda discriminam pobres, mulheres e homossexuais. Isso nos faz pensar o quanto precisamos crescer como país, e o quanto a educação se faz necessária, não somente nas escolas, mas dentro de casa.

É necessário educação de percepção do indivíduo, logo na infância, para que este cresça tendo respeito pela diversidade, pelas culturas ao seu redor e que desenvolva um olhar próprio e crítico.


É corriqueiro ir às ruas e avistar cenas até mesmo xenofóbicas, surpreendentemente iniciadas por pais "disciplinando" seus filhos a repudiar atos culturais e pessoais oriundos tanto de religião como de raça, cor e gênero.


A construção de uma pátria começa pelos cidadãos, como algo de dentro para fora, e só cabe a eles a mudança. Respeitar é o início de tudo.


Foto: Matthew Henry

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