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Conheça 4 curiosidades sobre o maravilhoso Estado do Amapá

Atualizado: 18 de Jun de 2019

Por Júlia Calado – Editora de Variedades na Revista Digital Tajá


Para você leitor que ama se aventurar em viagens para lugares exóticos ou gosta de conhecer o mundo sem sair de casa -através de livros e muitas histórias. Apresento pra vocês o Norte do Brasil, uma região rica em cultura, culinária e biomas, onde encanta as pessoas pela sua simplicidade e boa recepção.



No Estado do Amapá podemos encontrar diversos lugares que contam sobre os tesouros pertencentes a esse local. Mas, também várias curiosidades que só existem neste lugar, então aqui vão 4 curiosidades sobre o Amapá:


  1. A Capital do Estado, Macapá, é a única cidade cortada com a Linha do Equador. Por conta disso, duas vezes no ano os moradores e visitantes do município tem o privilégio de presenciar o equinócio – fenômeno em que os raios do sol atingem diretamente a linha do equador. Esse evento pode ser visto duas vezes no ano, no período do mês de março (equinócio de outono) e em setembro (equinócio de primavera).

  2. O Amapá só se tornou um Estado em 1988, e elegeu seu primeiro governador em 1990. Antes disso, era ligado ao Estado do Pará (Grã-Pará).

  3. Podem ser encontrados no Estado quase todos os tipos de biomas brasileiros existentes como: mangue, floresta tropical densa, cerrados e campos inundáveis.

  4. O Amapá abriga o maior Parque Ambiental do Brasil chamado Montanhas do Tumucumaque, que ocupa quase metade do território do Estado.

Gostou? Essa terra tucuju é cheia de encantos e mistérios para serem descobertos e valorizados, sinta-se à vontade para conhecer o que essa região tem de melhor pra oferecer.


O mistério do círculo das pedras gigantes em Calçoene, Amapá-BR


Conhecida como a ‘Stonehenge’ do Brasil, no Estado do Amapá, o círculo de pedras gigantes está localizado no município de Calçoene, desde 2005 é alvo de grandes pesquisas por arqueólogos de todo o Brasil. A estrutura é formada com grandes blocos de granito que chegam a 30 metros de diâmetro.


De acordo com arqueólogos, o espaço que hoje é um sítio de arqueologia já foi palco de rituais indígenas. Conforme pesquisas feitas por eles, os indígenas faziam cerimoniais nos períodos dos solstícios, já que as disposições das rochas mostram que em um determinado período do ano é possível observar o percurso do sol.


Até hoje, pesquisadores falam que o lugar já possuiu diferentes propósitos, como por exemplo, o sepultamento de pessoas menos importantes para os índios. A área também causa terror em algumas pessoas que afirmam ser possível ouvir vozes, e também ver luzes. Moradores contam histórias sobre a proibição de se tirar qualquer coisa daquele lugar, pois tudo possui um dono.


Observadores de diferentes locais buscam saber como surgiu o ponto das pedras gigantes e qual seu verdadeiro propósito, já que é possível encontrar vários objetos de cerâmica enterrados no local. Até o momento não se tem nada definido, entretanto os estudos e pesquisas não param de ser realizados para se ter melhores respostas sobre esse lugar que encantou o Brasil.


Mitos e Lendas Amapaenses - O Poraquê


Lendas são histórias contadas, visando esclarecer acontecimentos sobrenaturais e misteriosos que não possuem uma origem específica, misturando a realidade com fatos místicos, criando assim mitos e lendas que pertencem a determinado local. No Estado do Amapá várias histórias místicas relatam a existência de lugares, animais, ou efeitos sobre a vida de alguém.


Esse é o caso do poraquê, um peixe que tem a capacidade de produzir descargas elétricas que podem até matar. A existência desse peixe tem uma lenda bem peculiar e que agora vou te contar.


Poraquê, era um gigante guerreiro, forte e bonito que vivia em uma aldeia às margens do Rio Amazonas. Ele sempre se destacava em tudo que fazia, na caça era o que matava o maior animal, nas guerras era o que possuía maiores habilidades. Porém, Poraquê era muito ambicioso e queria ser o guerreiro mais forte da face da terra, foi então que ele tentou dominar o fogo, mas foi vencido pelas labaredas.


Decidiu que iria dominar as águas, mas Iara o derrotou com uma pororoca. Com as duas derrotas o guerreiro subiu em um pé de vento e pediu ao deus do trovão que pudesse invocar raios durantes batalhas e seu desejo foi concedido. Certo dia sua aldeia foi invadida e ocorreu uma grande guerra, Poraquê com seu poder de raios matou milhares de inimigos.


Quando venceu a batalha notou que sua arma estava manchada de sangue, e resolveu lavar nas águas barrentas do rio amazonas, e foi atingido por um raio que o transformou em um peixe feio e cheio de energia que quando atacado dispara rajadas elétricas para se proteger. O famoso peixe poraquê. Essa e outras lendas são passadas por gerações para serem ouvidas de forma engraçada ou para você acreditar se quiser.


Cuia – Recipiente onde se toma o tacacá


O tacacá é uma comida típica do Norte do Brasil, o prato é feito com tucupi, goma de tapioca, jambu e camarões. No Estado do Amapá a comida é amada pela a maioria dos moradores e também chama a atenção dos turistas que apreciam a forma que se come e onde se come.


O alimento é servido em uma cuia e é tomado sem o uso de talheres. O recipiente em que se coloca o tacacá é feito com a casca de uma fruta que se chama ‘fruto da cuieira’. O fruto é retirado bem maduro e passa por diversos processos até ser servido para os clientes. O primeiro passo é cortar o fruto no formato da cuia – vasilha oval, depois se retira todo o miolo de dentro e é colocado para secar.


Depois de seco, o material passa por uma pintura para não deixar a casca apodrecer com o tempo, esse processo acontece duas vezes, uma para preparar o objeto e o outro para enfeitar. O recipiente é colocado para descanso mais duas vezes e está pronto para o uso.


Alguns lugares no Estado vendem o produto de maneira artística, onde é desenhado na cuia por artesãos várias estampas coloridas e também em 3d. A cuia é esculpida de forma delicada com desenhos minuciosos, transformando o instrumento em uma verdadeira obra de arte. Alguns restaurantes e pontos onde vendem o tacacá, usam a cuia de maneira simples, sem enfeites, mas alguns vendem o tacacá em uma cuia caprichada em detalhes.

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