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Acadêmicos de jornalismo adquirem experiência profissional no programa de rádio Voz Universitária

Atualizado: 23 de Mai de 2019

O radiojornal é veiculado toda sexta-feira ao vivo na sintonia da 96.9 FM.


Por Tatiane Tavares e Deise Silva

O Radiojornal Voz Universitária foi criado em Março de 2019, pela turma do 5º semestre de jornalismo da Universidade Federal do Amapá – UNIFAP, na disciplina de Radiojornalismo II, tendo como orientador, o Professor Mestre, Paulo Giraldi.


Programa voz universitária sendo transmitido ao vivo na 96.9FM. Foto: Tatiane Gomes

O intuito do programa é dar voz aos universitários e também informação à população, já que a transmissão é ao vivo, todas as sextas feiras das 20:00 às 21:00 horas; contemplando notícias da semana, bem como entrevistas, links, previsão do tempo e dicas sobre o trânsito.


As editorias abordadas são: política, economia, saúde, educação, cultura, entretenimento, segurança pública, variedades, esporte e lazer. Sendo todos os textos produzidos pelos graduandos. É possível acompanhar a transmissão imediata pela rede social Facebook, sintonizando a 96.9 FM e também acessando a rádio web, no site radiounifap96.com.br.


O Professor orientador, Paulo Giraldi afirma que “a disciplina tem por objetivo, dar ao aluno a condição de pensar sobre a produção radiojornalística, dentro do aspecto noticioso de hard news, ou seja, a produção do ao vivo exige uma preparação no momento”.

O nome do radiojornal foi decidido democraticamente em uma eleição com toda a turma reunida em sala de aula, bem como as funções, apresentadores e sonoplasta respectivamente. As demais atribuições foram escolhidas pelo professor, obedecendo a um critério de rotatividade a partir do segundo programa em diante. O radiojornal possibilita a voz ativa da comunidade acadêmica e contribui também para a experiência profissional de cada universitário.


O professor enfatiza que existe uma diferença entre um programa gravado e um ao vivo. “A apuração acontece durante o radiojornal. Então é uma experiência de preparação, de pré-produção, de produção e de pós-produção”, diz.


Nesse momento o jornalista em formação tem esse contato direto, ele vive a experiência real do exercício da profissão no mercado de trabalho, em produzir e também transmitir o conteúdo que vai ao ar naquele instante, para toda a comunidade que ouve aquela frequência modulada, permitindo-o sentir a pressão cotidiana e a importância, da prática profissional.


“O dia a dia do radiojornal, é apuração constante, é a redação jornalística para o rádio, a linguagem radiofônica. Porque o ouvinte tem essa expectativa de que, o ao vivo traga notícias em primeira mão”, declara Paulo Giraldi.


O Voz Universitária foi ao ar oficialmente na sexta feira, 5 de Abril. No lado de fora da Rádio Universitária, os alunos também ouviram a transmissão. A repórter Karla Gabriela, da editoria de cultura, relata a sensação de uma estreia. “Foi um dia de muito nervosismo, tava todo mundo muito apreensivo em relação ao que ia para o ar, só que eu acredito que assim que passou o programa, a gente sentiu aquela sensação de dever cumprido”, explica.


A expectativa traz consigo, a apreensão, devido à inexperiência. O receio de cometer um erro de apuração ou conter dado equivocado é realmente preocupante para toda a equipe do trabalho.

Espaço onde é gravado o programa Voz Universitária. Foto: Tatiane Gomes

Cláudio Reis, um dos apresentadores descreve essa experiência como marcante e positiva apesar dos imprevistos, e conta ainda que naquele momento, percebeu a dimensão do trabalho de cada um, como uma equipe que trabalha em conjunto. “Você sente ali, o frio na barriga de estar ao vivo, você tem uma noção do trabalho dos teus colegas também, das notícias, das notas que passam por ti. Está em sintonia com o tom da equipe, com toda a turma, porque sozinho não sai nada”.


O ouvinte é o principal interessado no que é noticiado, pois conteúdo jornalístico de qualidade é essencial. A informação precisa ter veracidade e sua qualidade em todo o conjunto da obra.

Júlia Gonçalves foi uma das muitas pessoas que ouviram a transmissão do primeiro Voz Universitária: “ Eu escutei o programa Voz Universitária, quando eu estava no meu carro, e eu até comentei com meu marido que, eu achei a ideia, a iniciativa bem legal para dar uma oportunidade para os alunos de jornalismo, achei bem bacana eles poderem conviver antes de formarem nesse meio ”, afirma.


A acessibilidade do rádio é outro ponto levantado pela ouvinte, ter a possibilidade de múltiplas plataformas que auxiliam na propagação da informação, podendo escutar não somente pelo aparelho de rádio tradicional, para ela é novidade. E conclui com a seguinte afirmativa: “Gostei bastante, é um projeto bem legal e deveria permanecer por um bom tempo para dar oportunidade para todos os acadêmicos”.


O que esperar das próximas edições?


Nas próximas edições, a turma de jornalismo como um todo, já terá adquirido confiança para assumir essa tarefa de fazer valer um radiojornal ao vivo, nas mais diversas funções e assim se adaptar a rotina de uma rádio.

Preparação da mesa de som para a reprodução de material. Foto: Diego Balieiro

Textos elaborados na linguagem de rádio, transmitidos de forma clara e objetiva. Spots criativos, informativos e também divertidos, atualizações sobre o trânsito e o clima, para quem pretende viajar nesse feriado e etc. Todo conhecimento visto e discutido em sala de aula, e é dessa maneira propagado na prática e difundida a todos os públicos.


A universidade promove o crescimento pessoal e profissional do indivíduo, como destaca o orientador da disciplina:

"o protagonismo começa em sala de aula”.

Ser líder não é simplesmente dar ordens, é ser humano e entender as limitações alheias e as próprias. E mais que isso é saber extrair de cada pessoa, o que ela tiver de melhor e agregar essas forças a sua equipe de trabalho.


Todos são capazes de mostrar fatos, porém poucos sabem realizar essa função com maestria. Daí vem a importância do comprometimento com a profissão e com o seu público (leitor, telespectador, ouvinte ou internauta), bem como suas fontes. A universidade deve formar jornalistas conscientes e preocupados com a veracidade e apuração da informação.


O Radiojornal - Voz Universitária como ferramenta pedagógica As novas metodologias educacionais permitem que os estudantes aprendam na prática os assuntos retratados em sala de aula. Na área da comunicação, os mecanismos midiáticos são instrumentos essenciais nesse processo, como o Rádio. O programa é composto por acadêmicos de jornalismo e demonstra  justamente como esse cenário pedagógico funciona. A produção, antes de ir ao ar permite que os alunos tenham noção de como acontece cada etapa, além de deixar evidente que o trabalho em equipe é fundamental para conseguir bons resultados. A realização de um radiojornal ao vivo é um grande desafio para os discentes e orientadores, pois é através desse recurso  pedagógico que acontece a união entre o meio social e os  acadêmicos. O objetivo em buscar fatos, ter bons conteúdos, produzir notícias com relevância para a sociedade e informar o ouvinte de maneira verídica e coerente faz com que os estudantes ganhem experiência na área.

Editor Chefe (do 1º programa) Raimundo Koga organizando o espelho do Radiojornal. Foto: Diego Balieiro

A acadêmica de jornalismo, Júlia Calado, é uma das componentes do Voz Universitária, e relata que está sendo gratificante participar do programa devido a oportunidade de ir a campo buscar diversos tipos de informações. "Eu vou atrás de reportagem, matérias, notícias e entrevistas. O Voz Universitária está abrindo pra mim, espaços dentro de lugares que eu não tinha ideia de como era antes", diz a aluna. O orientador do radiojornal Voz Universitária, Paulo Giraldi, explica a importância dessa ferramenta para a comunidade acadêmica afirmando que a atração traz a voz de quem está dentro da Universidade, assim garantindo a abertura para interação e diálogo com a população. O professor explica a missão do radiojornal: "A nossa missão como Universidade Pública é levar ao público que nos espera, os ouvintes, uma notícia de qualidade. Nós vemos, hoje no dia a dia, exemplos a não serem seguidos de um falso jornalismo que precisamos combater". A matéria de Radiojornalismo presente na matriz curricular do curso permite que os discentes tenham uma visão de como produzir um jornalismo de qualidade assim podendo combater as notícias falsas. Nota-se que estão presentes elementos favoráveis que permitem o crescimento dos alunos, estimulando a produção de conteúdos bem elaborados que resultam em trabalhos como o radiojornal Voz Universitária. Diante disso, o programa busca cada vez mais a confiança do ouvinte trabalhando com notícias e debates que sejam voltados para se pensar em soluções e não somente na transmissão dos fatos. Dessa forma, mostrando caminhos para a reflexão e fazendo a diferença no Jornalismo Amapaense. Para utilizar novos instrumentos educativos torna-se necessário além da preparação, ter um espaço físico adequado e materiais que possam possibilitar esse trabalho.


No caso do radiojornal Voz Universitária a comunidade acadêmica tem a sua disposição a Rádio 96.9 FM que pode ser utilizada como laboratório experimental e também para exposição de outros programas.

Rádio Universitária  A Rádio Universitária 96.9 FM, foi inaugurada em 2010, a priori em caráter experimental, posteriormente transmite a programação que hoje é ouvida. Os conteúdos são repletos de diversidade, dentre eles divulgação da cultura local, regional e nacional em vários formatos e com programas apresentados pela própria comunidade acadêmica da Universidade Federal do Amapá, em destaque nessa matéria o radiojornal Voz Universitária. O responsável pela Rádio Universitária, Professor Aldenor Benjamin, conta que a rádio não pertence à reitoria e que o espaço foi idealizado para a comunidade acadêmica, em especial o curso de Jornalismo. Também afirma que fica muito feliz em ver o ambiente sendo usado pelos alunos para a criação de trabalhos. “Os estudantes devem usar a rádio para divulgar suas iniciativas, seus projetos e trabalhos acadêmicos que podem contribuir para o desenvolvimento regional", enfatiza o diretor.

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