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A sobrevivência do meio ambiente diante o auge do egoísmo humano

Atualizado: 16 de Abr de 2019

Por Paolla Gualberto - Editora de Meio Ambiente da revista Tajá


Perante nossa realidade social e estrutural, é de extrema importância que a pauta sobre meio ambiente seja destacada. A natureza precisa urgentemente de nossos cuidados e da atenção devida. Por séculos, o homem vem extraindo exacerbadamente o que precisa ser protegido e, muitas vezes, sem visar o futuro e a preservação.


Para as edições da revista Tajá, vamos ressaltar na editoria de meio ambiente a importância do comércio local, com a reutilização de produtos muito consumidos no estado do Amapá como o peixe, em que seus resíduos ósseos geram material para a confecção de biojoias. Discutiremos também sobre problemas socioambientais muito pertinentes no estado do Amapá e no Brasil. Além disso, ressaltaremos a magnitude de nossa cultura e nossa vasta beleza natural que são nossos rios e matas.


Após a revolução industrial, a ascensão das máquinas foi inevitável, causando grande impacto nos meios de produção. Dentre eles, um dos mais rentáveis até os dias atuais, é o agrícola, tendo em vista que os diversos tipos de agrotóxicos ocasionam muitas mortes diariamente. O aumento de produção em massa fez com que os camponeses fossem deixados para trás porque não eram páreos para as máquinas, sendo um acontecimento o qual levou milhares de pessoas a miséria e que atualmente deixa a natureza ao descaso. Isso não significou que o avanço das máquinas fosse algo altamente prejudicial, mas há pontos a se debater perante o assunto.


As evoluções tecnológicas nos proporcionam melhorias de vida e até a prologam. Contudo a vida também está na nossa fauna, flora, em nosso meio ambiente. O espaço verde nos fornece vastos recursos para nosso benefício e em troca não a ajudamos a se manter nem a prosperar. A prova disso são os crimes ambientais que são acometidos a ela: barragens rompendo por irresponsabilidade e ambição, rios são dizimados, parte de cidades são afetadas matando milhares de pessoas e até mesmo grandes queimadas ferem a atmosfera e o solo.


Em Macapá, os canais de esgoto a céu aberto são alvos de cidadãos irresponsáveis que fazem os canais de lixeiro e despejam lá todos os tipos de coisas, desde animais mortos até sofás. Em períodos chuvosos, é inevitável que ruas fiquem alagadas, invadindo casas e deixando os moradores em desespero, porém eles são os principais responsáveis por tal acontecimento. Jogar lixo em seu devido lugar é uma das leis mais desobedecidas do mundo e enquanto o homem não aprender, ele continuará sofrendo. É dever dos órgãos públicos realizarem manutenção, mas é também dos moradores terem respeito e responsabilidade pelo local onde vivem.


Não é novidade que o ser humano é o grande inimigo da vida futura. Anseia tanto, mas acaba por se esquecer que cuidar do presente é o principal desafio.

Em nossa editoria na revista Tajá, ao longo dos próximos meses, vamos refletir sobre o meio ambiente de maneira crítica e argumentativa. Ademais, também iremos mostrar casos e pessoas que cuidam do presente pensando no hoje e no amanhã.

FOTOS: PAOLLA GUALBERTO

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